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Desidratação nas crianças

8 Agosto, 2020

A cena pode ser assustadora: a criança fica molinha, desanimada, com os olhos fundos. O bebé pode até ter força para chorar, mas não tem lágrimas. Este filme de terror tem um nome: desidratação. É um assunto sério e exige uma ação rápida. Mas, se souber o que fazer, em pouco tempo, tudo isto chega a um final feliz.

A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquidos (na forma de xixi, vómitos, diarreia…) do que recebe. Os pequenos são as vítimas preferenciais porque têm mais água no organismo. Até os 5 anos, esta proporção é de 70% a 80%. No dos adultos, a percentagem é mais reduzida: cerca de 60%. Por isto, as crianças sofrem mais e mais rapidamente do que nós.

Diarreias e vómitos contínuos são as causas mais comuns. Por trás destes, pode estar o famoso rotavírus, que ataca o ano todo e é facilmente transmitido de criança para criança. Mais raro em adultos, este é a principal causa de diarreia até 5 anos e provoca mais estragos em menores de 2 anos.

 

Sinais de alerta

Os sintomas da desidratação são os mesmos em todas as fases da infância. A boca fica seca, a pele perde a elasticidade, a criança faz pouco xixi, há irritabilidade e, depois, moleza.

Notou os sintomas no seu pequeno? Dê-lhe soro caseiro, água e sumos naturais imediatamente. A mãe que está a amamentar deve oferecer o peito quantas vezes a criança pedir. E só: não é preciso complementar a ingestão com água, pois o leite materno tem tudo o que o bebé precisa. Ao mesmo tempo em que reidrata o seu filho, ligue para o pediatra para que este avalie o caso. Ou vá para o hospital, caso a criança se recuse a beber ou perca tudo o que ingere vomitando em seguida.

Há casos de diarreia e vómitos em que é impossível repor os líquidos na mesma quantidade que a criança os está a perder. Por isso, nestes casos, é necessário apoio profissional ou hospitalar. Noutras palavras, é necessário administrar soro.

Prevenir a desidratação é simples. Em caso de diarreia e vómitos, dê muitos líquidos à criança, de preferência água, sumos ou apenas leite materno. Produtos industrializados, como refrigerantes, só devem ser oferecidos em último caso, se a criança recusar tudo o resto.

Mesmo sem diarreia, não descuide da hidratação dos pequenos em dias muito quentes. A possibilidade da criança desidratar por causa da temperatura ambiente é muito rara, mas é bom ficar atento.

Vista seu filho com roupas leves e evite ir à praia ou passear na rua nos horários de sol quente. Os recém-nascidos devem esperar um pouco antes de serem apresentados à areia. Nunca é demais repetir a velha regra: sol até 9h30, 10h no máximo e depois das 16h. No horário de verão, acrescente uma hora extra (antes das 11h e após as 17h).

Em casa, verifique se a criança está num ambiente com ventilação, pois alguns tipos de telhado retêm mais o calor. Se a criança estiver com calor mesmo assim, não entre em pânico: o suor não deve ser motivo de preocupação. Se o seu filho parece quente, use o termómetro, já que, em caso de febre, a criança perde mais água. A receita é mantê-lo em ambiente fresco, com ar-condicionado ou ventilador ligado, oferecer líquidos e conversar com o seu médico sobre a necessidade de administrar um antipirético (geralmente apenas após 38º C de temperatura medida na axila). Banhos mornos e uma compressa de água fresca na testa podem ajudar.

 

Viagem segura

Quando vai de viagem no verão, todo cuidado é pouco. Dentro do carro, não deixe o seu filho do lado onde bate mais o sol. Faça várias paragens para que este se movimente, tenha as fraldas trocadas ou vá à casa de banho. Tanto no trajeto como no destino, sirva bebidas frescas e alimentos leves, com pouca gordura e condimentos, tendo muito cuidado com as comidas que se estragam facilmente e podem levar à diarreia: nada de levar iogurte sem refrigeração, por exemplo. Prefira uma fruta ou produtos que dispensem refrigiração.

 

Fique atento se o seu filho…

… está com diarreia ou vómitos frequentes há pelo menos 24 horas;

… está molinho, sonolento;

… tem a boca seca, sem saliva;

… chora sem lágrimas;

… tem os olhos fundos, com olheiras;

… tem a pele com perda de elasticidade, ou seja, demora um pouco mais a voltar ao normal quando você puxa levemente com o indicador e o polegar;

… tem a fralda seca no dobro ou mais do período normal ou, se for maiorzinho, não vai ao à casa de banho;

… tem a moleira a ficar funda.

 

Caso tenha alguns destes sintomas contacte o seu médico.

Tem tido atenção aos sinais de desidratação? Já tinha conhecimento destes sinais?

 

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