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A importância e os benefícios da amizade na infância

8 Setembro, 2020

Quando o tema são os amigos, nós, adultos, pensamos imediatamente naquelas pessoas com quem sabemos que podemos contar nos momentos difíceis e também comemorar as nossas vitórias, além de simplesmente conversar aleatoriamente e pedir conselhos sobre as coisas mais patetas.

 

Para as crianças, o conceito de amizade é diferente. Estas não têm esta profundidade toda de relacionamento, e os amigos, para elas, são as outras crianças com quem podem brincar e explorar as novidades com o mesmo entusiasmo. E é vital estimular que essa interação aconteça.

 

Quando o bebé sai da barriga, só tem a mãe. O contacto com esta dá as bases dos relacionamentos futuros e do desenvolvimento da inteligência. Depois vêm a perceção do colo, da casa e, finalmente, do outro. É aqui que entra o processo de sociabilização com outras crianças.

 

 

Compreensão sobre a própria existência

 

É nas amizades infantis que a criança testa força e limites, aprende a resolver conflitos e situações que não ocorrem com os pais, avós ou outros cuidadores e entende mais sobre ela própria. Com os amigos, as regras são diferentes. Os adultos tendem a facilitar a vida dos pequenos, mas entre iguais isso não existe. Quanto mais a criança interage com outras do mesmo tamanho, mais preparada estará para a vida adulta.

O desprendimento é lento, mas é a partir da presença dos seus semelhantes que a criança trabalha o egocentrismo e aprende a viver no mundo real, que não tem sempre o adulto que a protege.

 

 

Aprender a dividir com os amigos

 

Uma das grandes preocupações dos pais em relação ao comportamento social dos filhos é, sem dúvida, que estes saibam dividir – brinquedos, comida, o que for possível – com outras crianças. A aprendizagem desta habilidade é muito mais fácil quando estes são seres sociais e têm amiguinhos de brincadeiras e recreação.

 

Na primeira infância, a criança é muito egocêntrica, e é natural que seja. Quer ficar agarrada ao seu brinquedo, por exemplo, e aos poucos aprende a partilhar, porque o amigo vai lá e fica com o brinquedo. No início, é choro e frustração, mas a criança passa a tolerar esta situação e a ter uma convivência produtiva.

 

Enfrentar as frustrações desde cedo é imprescindível para se tornar um jovem e um adulto confiante: Se a criança é ‘poupada’, torna-se uma pessoa que não sabe lidar com a vida e isto tem se manifestado muito nos jovens, e deparamo-nos com cada vez mais casos de abuso de drogas e depressão.

 

 

 

A ida à escola

 

Começar a frequentar uma escola, seja com meses de vida, no berçário, ou já maiorzinha, no Pré-Escolar, é um passo importante para a criança fazer as suas amizades e vivenciar tudo que aqui falamos.

 

A partir dos 6 meses de vida o bebé já pode ser colocado num berçário, para iniciar o convívio. É quando este começa a reconhecer-se como independente da mãe. O ideal, neste ponto, é ficar meio período na escola e meio período com a pessoa adulta. Dos dois anos em diante, já deve ficar o máximo possível na escola, para ter uma rotina permeada pelos horários do sono, das refeições e das atividades.

 

Há também quem defenda que se deve esperar um pouco mais e matricular a criança na escola por volta dos 3 anos de idade. Nesta fase, a criança já tem mais domínio das suas expressões e mais habilidades formadas. Para socializar a criança pode levá-la ao parque ou a casa de amigos com filhos para encontrar e interagir com os seus semelhantes e aprender a lidar com o mundo externo.

 

A decisão entre as duas opções, é claro, fica a cargo de cada família e das suas necessidades.

 

 

O papel dos pais

 

No meio disto tudo, a mãe e o pai precisam de entender como se colocarem nas novas dinâmicas do filho. Não é uma tarefa assim tão simples: aquela criança totalmente dependente destes vai aos poucos expandir os seus círculos, mas deve continuar a ver nos pais a sua base de amor e limites. A criança tem a necessidade do aconchego doméstico, independentemente das relações que forme e tenha fora de casa.

 

Os pais devem assumir o papel de espectadores das novas amizades da primeira infância: Querer forçar uma amizade infantil não é prejudicial, mas stressa. É mais produtivo acompanhar as tentativas de interação e deixar a criança resolver se irá resultar ou não. E conter a ansiedade para não interferir; se os pais entrarem sempre como intermediários, criam filhos inseguros, que sempre esperarão que alguém superior resolva os seus problemas. A interferência só pode ocorrer se a situação ficar física e perigosa.

E, claro, continuar a brincar em família em casa e em situações sociais, como uma ida ao parque, ao centro comercial, a um restaurante. Isto é benéfico para os pais e filhos sempre.

 

 

Quem não gosta de ter um amigo! Tem assistido às novas amizades dos seus filhos?

 

 

Partilhe este artigo com todos os pais, avós e amigos. Todos podem beneficiar desta informação.

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