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Perda gestacional: dor e superação

6 Julho, 2020

A perda de um bebé é sempre um assunto difícil e muito, muito triste. Muitos especialistas consideram a morte de um filho o último tabu, um assunto que preferimos ignorar e com o qual, quando acontece, não sabemos lidar. Não é possível nem sequer imaginar a dor daquela mãe, então, para não falar algo que não devemos, preferimos não dizer nada. E, quem passa por esta experiência tão dolorosa acaba por se sentir isolado, só, quase como se fosse invisível.

Se lhe acabou de acontecer, não exija demais de si. É hora de chorar a sério, de ficar triste e com raiva, viver o luto. Não, não foi melhor assim. Claro, você pode ter outro, mas agora não quer pensar nisso. Você perdeu o tão sonhado bebé e isso é difícil demais. Ponto. Acima de tudo, há que respeitar a sua dor.

Talvez você se pergunte por que aconteceu isto consigo. Até ao terceiro mês de gestação, o risco de aborto é de 40% a 65%. Mais de metade acontece tão no começo que a mulher nem se apercebe, podendo ser confundido com a menstruação. Geralmente, o aborto precoce está relacionado com anormalidades cromossómicas ou genéticas do embrião, mas também por insuficiência de hormonas da gravidez, insuficiência de hormonas da tiróide, alguma reação imunológica contra o embrião ou excesso de prolactina (hormona que, mais tarde, será importante na amamentação).

Depois desta fase, quando ocorre a formação dos órgãos do bebê, esta ameaça cai dramaticamente. No entanto, problemas podem ocorrer a qualquer momento da gestação. Ainda que as estatísticas possam parecer quase desprezíveis, quando acontece connosco é a 100%. É o nosso filho, não um número.

A diferença entre um aborto espontâneo e um parto de um nado morto é o tempo de gestação e o peso da criança.

O aborto é a expulsão ou extração de um embrião que pesa menos de 500 g (aproximadamente entre 20 e 22 semanas de gestação), independentemente ou não da presença de sinais vitais.

O termo nado morto refere-se ao nascimento de um feto morto, ou seja, aquele que nasce pesando mais de 500 g. O nado morto precisa de passar por um enterro formal. Em ambos os casos, o filho idealizado e já amado pelos pais já não existe.

Esta realidade mostra, de maneira dolorosa, que todo o amor investido não será retribuído com a presença da criança. A notícia provoca uma resistência que pode ser tão intensa, que dá lugar a um desvio da realidade e cria um apego ao que foi perdido. Cada uma das lembranças e situações de expectativa se defronta com a realidade e este trabalho de rompimento é lento e gradual. O apoio destas famílias deve começar desde a maternidade. Chegar ao hospital para o nascimento do bebé e ver outras mães com os filhos nos braços enquanto o seu não sobreviveu pode ser insuportável.

De acordo com historiadores, desde a idade média que as mulheres culpam-se por não conseguirem dar filhos homens aos seus maridos. As razões para o aborto foram um mistério médico até muito recentemente, pois as mães sempre foram consideradas o problema. Séculos depois, as consequências a longo prazo de toda esta humilhação materna e culpabilização da mãe são fáceis de ver. As mulheres tradicionalmente mantêm o segredo da gravidez até os três meses e escondem a sua dor se abortarem a qualquer momento ao longo do caminho. De acordo com um estudo publicado no Obstetric and Gynecology, 41% dos casais que viveram um aborto espontâneo sentiram que tinham feito algo de errado. Mas na realidade, os abortos são quase sempre causados por fatores que estão fora do controle da mãe – como anormalidades genéticas no embrião.

 

Isto tem um forte impacto na vida destas mães. A perda de um bebé pode ser traumatizante, isoladora, provocadora de culpa e difícil de esquecer. Uma pesquisa sobre relações familiares mostrou que a ausência de apoio de famílias e amigos nesta situação pode até mesmo fazer com a mãe tenha depressão. A maioria das mulheres que passaram por isto sentem que a melhor ajuda pode ser a de alguma pessoa que também sofreu de uma situação idêntica.

 

 

Passou por alguma perda gestacional? Teve apoio nesta altura delicada?

 

 

Partilhe este artigo com alguém que sinta que possa ajudar ou alguém que passou ou esteja a passar por um processo abortivo, para que percebam que não estão sozinhas.

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