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A importância de conviver com outras mães

A importância de sair de casa e conviver com outras mães no pós-parto

Passou 9 meses à espera desse momento. No dia do nascimento do seu bebé tão desejado, sente um amor avassalador e inexplicável. Ao mesmo tempo, sente uma sensação de impotência, porque, no fundo, sabe que ele já não é seu. É do mundo. E no mundo não há só coisas boas e vai haver momentos em que, provavelmente, não o vai conseguir proteger. Este misto de sentimentos apodera-se de si, mas a revolução hormonal que se desenrola no seu corpo dá-lhe a força de que precisa para levar a cabo aquela que é agora a sua missão: tratar do seu bebé o melhor que lhe for possível.

Depois de alguns dias na maternidade, em ambiente mais ou menos controlado, onde as visitas são limitadas e há sempre apoio de pessoas especializadas e experientes, chega o momento do regresso a casa.  E à realidade. A família cresceu. Onde antes havia 2 adultos, dedicados um ao outro, surge agora um terceiro elemento que exige atenção constante. Contudo, apesar de a prioridade passar a ser aquele bebé, a vida não para. E a verdade é que nem sempre é possível ter a ajuda de uma terceira pessoa. Pai e mãe podem ter mesmo de contar só consigo mesmos para (quase) tudo.  E continua a haver refeições para preparar e roupa para tratar. Para tornar tudo ainda mais difícil, passados uns dias, o pai regressa ao trabalho.

Quando isto acontece, é frequente mãe e bebé ficarem sozinhos durante grande parte do dia. Cuidar de um bebé exige muito de si. Estar de licença de maternidade não é sinónimo de férias. As rotinas são repetitivas, as noites podem ser muito difíceis e desgastantes, as dúvidas são constantes, as emoções estão à flor da pele, não nos revemos no nosso corpo, que demora a recuperar… e é preciso estar preparada para lidar com tudo isso.

É por estas razões que a mãe deve procurar uma rede de suporte, mesmo até antes de o bebé nascer. Aproveite as aulas de preparação para o parto, por exemplo, para conhecer outras mulheres prestes a ser mães. O ideal é que encontre um grupo de pessoas na mesma situação e no qual se sinta verdadeiramente apoiada e livre de julgamentos.

É muito importante que a mãe se “obrigue” a sair de casa nos primeiros meses de vida do bebé. Faz bem à mãe e faz bem ao bebé. Para isto, contar com algumas pessoas que se encontrem na mesma fase de vida é essencial. Uma amiga pode ser um bom apoio, mas é muito possível que a sua melhor amiga não tenha um bebé ao mesmo tempo que você e, portanto, a sua disponibilidade pode não ser a mesma.

Numa sociedade em que se vive cada vez menos em comunidade, é essencial recuperar elos de ligação com os outros, de forma a que se sinta apoiada em caso de necessidade. Esta segurança dar-lhe-á mecanismos para lidar com as suas emoções nesta fase tão delicada, de forma a evitar situações mais preocupantes, como a depressão pós-parto. Em muitos centros de saúde há grupos de apoio ao aleitamento materno, com conselheiras especializadas que a podem ajudar em caso de dificuldades nesta área. Em cidades maiores, há locais dedicados às famílias, criados especificamente para que mães e bebés possam socializar. Estes são alguns deles.

Se não encontrar perto de si um local destes ou um grupo já formado, crie você um. Contrarie a vontade de ficar todo o dia em casa, de pijama, só a tratar do bebé, da roupa e da casa. A roupa e a casa podem esperar um par de horas. Pegue no seu bebé e vá dar um passeio até ao parque mais próximo, onde sabe que estarão outras mães, e inicie uma conversa com uma delas. Verá que, muito provavelmente, ela tem as mesmas inseguranças e os mesmos desejos. Se sentir que está a conversar com alguém que a compreende e com quem se identifica, é possível que tenha ali o primeiro elemento do seu grupo.

 

 

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